quarta-feira, 18 de maio de 2011

AIDS

Americano vai a TV falar sobre sua suposta cura do vírus do HIV
Notícia muito interessante, quanto mais tempo esse paciente permanecer com níveis indetectáveis de vírus no corpo melhor. Realmente transplante de medula não é um procedimentozinho qualquer, que se faz assim sem mais nem menos. Mas suponhamos que o paciente esteja numa situação na qual a AIDS já começou a afetá-lo de forma severa ( é só uma suposição, não sei como seria no caso específico), já que a morte está perto, porque não passar pelas reações provocadas pelo transplante. Antes um transplantado vivo do que um doente morto. Sim, o HIV ainda mata e matará por um bom tempo. Eu acompanhei muitos casos de pessoas famosas que morreram vítimas desse vírus. A maneira de evitá-lo é muito simples, mas me preocupa muito o descaso que muitos adolescentes de hoje tem em relação ao problema. Com o avanço dos coquetéis estamos em uma janela perigosa na qual não ouvimos mais falar de mortes por AIDS, mas ela ainda não tem cura e, infelizmente, os HIV positivos provavelmente ainda vão morrer vítimas desse mal. As campanhas preventivas diminuíram muito de intensidade e um dado alarmante (veja aqui, e aproveite para visitar esse site do Ministério da Saúde, com um monte de informações importantes) mostra que os casos nos jovens apresentam uma tendência de crescimento. Não podemos deixar que uma doença mortal tome nossa sociedade como se fosse algo normal. Nosso maior problema é o esquecimento, e se não estivermos no calor do processo esquecemos que não somos perfeitos, e de que um mísero amontoadinho de proteínas pode nos matar sem nenhum, mas nenhum mesmo, remorso. Proteja-se e não esqueça!


ps: a reportagem em questão foi indicada pela minha mulher, a Marilene. Brigado amore mio.

2 comentários:

Karin disse...

Pois é, Vinicius! A geração anterior à nossa foi a grande vítima da AIDS e a nossa geração foi o grande foco das campanhas de prevenção e da exposição das piores consequencias que essa doença traz. Engraçado como diminuiram as informações e as campanhas de prevenção sobre algo que ainda é um enorme risco real!
Hoje a doença tem controle às custas de uma rotina absurda de ingestão de comprimidos para a manter a vida. Eu fico pensando:"Nossa, toda e cada vez que um portador de HIV toma um remédio ele se lembra que tem uma doença!"
Não estou falando isso porque acho tudo uma fatalidade ou que não se pode ter esperança ou uma vida normal e alegre. Falo porque deve ser muito ruim ficar martelando na cabeça que isso poderia ter sido evitado, diferente de quem tem diabetes ou pressão alta.
Adorei seu "post cidadania" e é isso aí.
USEM CAMISINHA!

Vinícius Penteado disse...

Nem fale, passar a vida toda tomando remédio, ainda mais começando quando jovem. Ótimo comentário. Obrigado