E é com muita satisfação que anuncio as 100.000 visualizações desse projeto que começou como uma maneira de divulgar as Ciências Biológicas para o maior número de pessoas possíveis. E não é que deu parcialmente certo! Lógico que esse número não é nada comparado as visualizações que tem o canal Porta dos Fundos, mas para um blog de divulgação esse número é expressivo. E sabe o que voce pode fazer agora para continuar me ajudando? Divulgar para o máximo de pessoas possível o meu mais novo projeto, o iBioMovies! Ele é um canal de vídeos inspiradores que fala sobre a melhor das Ciências: a Biologia!
Obrigado pelo prestígio!
O Aopedavida voltará a ter atualizações, aguarde e confie
Enquanto isso acesse todos os links abaixo e se divirta!! EEEEEEEEEEE
iBioMovies Como você, leitor assíduo, já sabe, o Aopedavida não morreu, ele continua aqui vivinho, é que eu estou dando mais milho para o iBioMovies, meu outro projeto, e tenho uma ótima novidade: é com um enorme prazer que o iBioMovies inaugurou seu blog dentro do Scienceblogsbrasil, dá só uma olhada!
"O ScienceBlogs é a maior rede de blogs de Ciências do mundo. Lançado
em janeiro de 2006, o ScienceBlogs entra em 2013 com mais de
129 blogs em inglês e duas redes irmãs: o ScienceBlogs Alemanha, com 25
blogs, e o ScienceBlogs Brasil, com mais de 40 blogs. O objetivo do
ScienceBlogs é criar um espaço onde é possível discutir Ciência de forma
aberta e inspiradora. As redes escritas em alemão e português são uma
forma de transformar vozes locais em vozes globais.
O
ScienceBlogs Brasil nasceu em agosto de 2008 com um outro nome:
Lablogatórios, um projeto pessoal de dois cientistas, Atila Iamarino e
Carlos Hotta, que ganhou proporções internacionais, unindo e
potencializando uma comunidade de divulgadores científicos. Três anos
depois, Hotta passou o bastão a Kentaro Mori, que em conjunto com
Iamarino expandiu a rede de blogs também a uma empresa de comunicação
especializada em divulgação científica. Em 2013, Rafael Soares se tornou
o terceiro líder de comunidade do site.
Em uma época
onde temas como mudanças climáticas, biocombustíveis, AIDS, doenças
tropicais, células-tronco e tantos outros temas crucialmente relevantes à
sociedade são discutidos diariamente, a divulgação científica se faz
cada vez mais necessária. ScienceBlogs Brasil tem o desafio adicional de
discutir e popularizar Ciência em um pais em desenvolvimento no qual o
analfabetismo científico predomina.
Trabalhamos para que a
comunidade formada em torno do ScienceBlogs Brasil atue na dispersão do
pensamento científico, e ficamos à disposição para levar à frente
projetos e iniciativas quebrando as barreiras que afastam nossa
sociedade da Ciência."
Tá bom! Nós estamos felizes da vida por
ter nosso trabalho reconhecido, ainda estamos engatinhando nesse mundão
mas já temos quase um ano, que completaremos no dia 1 de outubro.
Quer continuar nos ajudando? Então divulgue o projeto, é só assim que nós conseguimos nos manter e crescer ainda mais.
Não esqueço do dia em que recebi o convite para escrever nesse blog. No terceiro ano do ensino médio, eu tinha o hábito de fazer muitas perguntas nas aulas de biologia ao meu antigo professor, Vinicius Camargo Penteado. Noutro dia, fazendo perguntas das mais esperadas até as mais estranhas, fui convidado para escrever algo de meu interesse neste blog. Era difícil escrever algo naquela época, em que eu me encontrava no meio de uma maratona de vestibulares, mas fazia o possível para postar algo. Interessante é que o tempo passou um pouco rápido: faz uns 10 meses que eu não posto absolutamente nada e, não por remorso, mas por saudades, tenho que comunicar algo a este blog!
Em um estudo, alunos de uma turma de psicologia experimental receberam cinco ratos de laboratório, um labirinto para roedores em forma de T e uma tarefa. Um dos braços do T era branco e o outro cinza. O trabalho de cada rato era aprender a correr para o braço cinza, onde seria gratificado com comida. O trabalho dos alunos era dar a cada rato dez chances por dia para aprender que o lado cinza do labirinto levava à comida e registrar de forma objetiva o progresso de aprendizado de cada rato. Mas na verdade eram os alunos, não os ratos, as cobaias do experimento.
Os estudantes foram informados de que, por meio de um minucioso processo reprodutivo, era possível criar cepas de ratos gênios de labirintos e ratos imbecis de labirinto. Metade dos alunos foi informada de que seus ratos tinham sido selecionados por não ter nenhum senso de direção. Na verdade, nada disso havia sido feito, e os roedores eram indistinguíveis. O verdadeiro objetivo do experimento era comparar os resultados obtidos pelos dois grupos diferentes de seres humanos, para ver se suas expectativas direcionariam os resultados alcançados pelos ratos.
Os pesquisadores descobriram que os ratos que os alunos consideravam brilhantes se saíram significativamente melhor do que aqueles tidos como burros. Os pesquisadores depois pediram para que cada aluno descrevesse seu comportamento em relação aos ratos; uma análise mostrou diferenças na forma como os alunos de cada grupo se relacionavam com os animais. Por exemplo, a julgar pelos relatos, os que acreditavam que seus ratos eram mais aptos lidavam com eles de forma mais delicada, comunicando uma atitude diferente.
Deparei-me com este estudo lendo trechos do livro Subliminar (editora Zahar), o qual recomendo muito a leitura, de Leonard Mlodinow. A questão é que não são apenas os roedores vítimas de algum processo preconceituoso; possivelmente, todos os seres humanos também são afetados com a natureza da primeira impressão imposta à sua imagem. Para mim, o mais preocupante é o ambiente escolar, em que muitos alunos devem ter seus desempenhos alterados inconscientemente pelas pessoas que o cercam, sejam estas os professores, seus amigos, ou até a própria família
É uma pena, mas não posso impedir a atuação do preconceito sob a natureza humana. No mínimo, torcerei para que a ciência subliminar de nossos olhos não prejudique aqueles que vivem em nosso meio, e que a verdade, por mais que arbitrária, seja justa à imposição de nossas impressões. Que coisa... Boa noite!
Ótima iniciativa de um grupo de jovens estudantes, encabeçada por um estudante de Astronomia de 19 anos, é o portal Alimente o Cérebro, com reportagens frequentes e de boa qualidade, sobre ciência e sociedade em geral. Vale destacar o ótimo texto que ele produziu sobre um projeto excepcionalmente bom, do qual participo, com orgulho, o iBioMovies, que com poucos meses de vida já está me deixando todo alegrão. Pois não é que sonhos podem virar realidade, se você lutar por eles. Que coisa mais linda. Numa mesma tacada continuo fazendo o que amo fazer, mas conseguindo caminhar por diferentes vias, e encontrando gente muito produtiva como a turma do Alimenteocérebro. Eu estou rindo à toa. Não deixe de ler a reportagem no link principal ai de cima. E não deixe de visitar o iBioMovies e assistir todos os vídeos. Abração
Diabetes Mellitus (DM) é uma desordem metabólica crônico-degenerativa de etiologia múltipla que está associada à falta e/ou à deficiente ação do hormônio insulina produzido pelo pâncreas. Caracteriza-se por elevada e mantida hiperglicemia. Na DM ocorrem alterações no funcionamento endócrino que atingem principalmente o metabolismo dos carboidratos. A insulina interfere na manutenção do controle glicêmico, atuando na redução e manutenção a níveis considerados normais, mas também age no metabolismo das proteínas e lipídios, devido à que, além da ação hipoglicemiante, a insulina participa da lipogênese e proteogênese, sendo o principal hormônio anabólico. Assim, no diabético vários processos metabólicos são perturbados. Associadas as estas alterações, temos outras macro e microangiopáticas e neuropáticas periféricas e autonômicas - e a falta de adequado tratamento pode levar a inúmeras e severas complicações.
Cerca de 5% da população total é diabética, crescendo assustadoramente este número com o decorrer do tempo, estimando-se alcançar cerca de 200 milhões de portadores no mundo em 2025, sendo considerada a epidemia do próximo século (IDF, 2000; MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2001, WHO-WPR, 2001). Atualmente esta não tem cura, contudo, com apropriado seguimento de tratamento e cuidados, pode o diabético viver muito e com qualidade. O objetivo é manter predominantemente os valores glicêmicos em níveis próximos ao normal e, dessa forma, evitar ou postergar o surgimento de complicações em decorrência do mau funcionamento orgânico devido à mantida hiperglicemia e suas consequências nefa
Essa é uma pequena definição desse problema gravíssimo que atinge milhares de pessoas no mundo todo. Acredito que sua principal característica seja a forma silenciosa que aparece, digo isso do Diabetes tipo 2, que ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes. Resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina.
Qual a melhor forma de combater essa doença degenerativa?
Tratamento e Educação
As pedras angulares do tratamento estão relacionadas com as mudanças no estilo de vida - dieta e exercícios.
alimentação saudável e equilibrada com baixo consumo de carboidratos de alto índice glicêmico;
atividade física e terapêutica orientada e prescrita a partir de avaliação física para detectar as necessidades, capacidades e interesses desse diabético;
autocuidados, incluindo especialmente automonitorização glicêmica, a fim de acompanhar possíveis alterações nas condições de saúde;
medicação quando necessária;
educação em saúde do diabético, para que seja possível administrar o tratamento com conhecimento e adequação, desenvolvendo-se a capacidade de observação e automanejo.
Atividades Físicas para Diabéticos
Em relação ao aspecto da terapêutica "Atividade Física", é importante conduzir o diabético a: 1. conscientizar-se da importância de praticar exercícios e manter uma vida ativa para promover a saúde; 2. reconhecer e saber avaliar os efeitos das diferentes formas de atividades físicas sobre a glicemia sanguínea de acordo com variáveis como horário, tipo de exercício, volume, intensidade; 3. saber realizar os ajustes alimentares e/ou medicamentosos para manutenção da homeostasia metabólica durante e após as práticas físicas.
Aptidão física pode ser considerada uma condição corporal na qual o indivíduo possui energia, vitalidade e as habilidades motoras suficientes para realizar as tarefas diárias e participar de atividades recreativas, isso sem excessiva fadiga. Como ressalta o senso comum, fazer exercícios é bom para a saúde e destaca não estar mais em discussão os benefícios do esporte, mas sim, qual a forma mais correta de praticá-los visando alcançar ou manter a saúde. Pois, tanto a falta quanto o excesso de exercícios podem ser danosos ao organismo, especialmente em se tratando de pessoas com problemas metabólicos, como diabetes. Para tirar outras dúvidas sobre esse tema acesse: Leitura complementar.
Docente do IFGW escreve na PNAS sobre as "espécies em anel"
Um trabalho de especiação muito interessante no qual podemos observar que não necessariamente o isolamento geográfico tem que ser incrível para que haja o aparecimento de novas espécies. No caso em questão bastou que diferentes grupos de pássaros escolhessem rotas diferentes para chegar ao mesmo destino. Essa cirandona que eles fizeram em torno de uma área pode ser a causa de uma diferença significativa nas pressões seletivas que farão que com espécies novas se formem em menos de 30 mil anos, poucos anos considerando tal maravilha que é a especiação. E o trabalho foi realizado com a colaboração da Ayana Martins, uma das minhas colegas biólogas da Unicamp, mais legal ainda.
Ancestrais dos pássaros voavam através de quatro asas
Não, não dá pra afirmar, mas os novos fósseis, encontrados na China, mostram penas nas patas, tipo aquelas galinhas engraçadas que encontramos nas "fazendinhas". Pode ser que os especimes usassem isso para voar, o que é muito estranho de se imaginar, dado o que as aves fazem muito bem hoje somente com suas asas. Imaginar um pássaro, ou algo muito parecido com ele, precisando de quatro "asas" pra voar é algo mais desengonçado do que o albatroz levantando voo.
Neandertal desapareceu devido aos olhos grandes, diz estudo
Pode ser que por terem uma área cerebral maior envolvida com a visão, os neandertais tenham perdido em lógica para os sapiens, e essa tenha sido uma outra boa razão para eles terem perdido tantos genes na competição que se instalou quando nossoa parentes resolveram imigrar para a Europa. Mas saca só essa frase da reportagem:
"A equipe de pesquisadores britânicos explorou a ideia de que os
ancestrais dos Neandertais saíram da África e tiveram que se adaptar às
noites mais longas e escuras da Europa. Como resultado, os Neandertais
desenvolveram olhos maiores e a área do cérebro para processar a visão
teve que aumentar."
Pra mim, essa frase passa uma nítida impressão de que os neandertais "se modificaram" para se adaptar. Cuidado, segundo a seleção natural aqueles que já possuiam naturalmente olhos maiores, tiveram vantagens sobre os outros, algo que lhes forneceu vantagens, estes então originaram mais filhos que também carregavam a característica. Depois de umas boas gerações, a população era formada de descendentes desses zolhudos, que também carregavam a característica. Pra você ver como as palavras mal colocadas podem passar um falsa impressão. De qualquer modo a história é bem legal.
O naturalista esquecido: Alfred Russel Wallace
E toma um pouco da história do Wallace pra você, esse foi o pesquisador que fez com que o Darwin, enfim, publicasse a "Origem das espécies". Devemos lembrar dele.
Sensibilidade ao glúten: o que isso realmente significa?
Nessa semana o iBioMovies lançará um vídeo contando um pouco do início da agricultura humana, e uma das plantas mais importantes nesse período foi o trigo. Mas não é que ele possui uma proteína chamada glúten, que pode causar uma reação autoimune, que faz com que o intestino delgado inflame, causando dores e podendo também agravar com o tempo. Esses são os azarados celíacos, que não podem comer a maioria dos alimentos vendidos em supermercado. Nesse caso a escritora tem "sensibilidade ao glúten" e vai atrás de artigos científicos para tentar entender do que se trata. Ação que todos deveriam ter quando fossem diagnosticados com algo estranho. Pois bem, o texto está bom, ela explica direitinho e mostra pra gente como é bom deixar a ignorância de lado.
Fotografias de animais
Um canal do tumblr cheio de fotos de animais, com alguns doces pelo meio, mas de rápido acesso e grande variedade. Gostei, rapidinho voce encontra uma foto de que vai gostar.
Só isso, essa semana até que havia sido mais produtiva, mas preciso padronizar melhor minhas pesquisas, estou deixando muita coisa boa perdida no meio do caminho.
Isto é Biologia
O canal do Youtube da Tatiana Nahas, cheio de vídeos sobre ciência e biologia, que foram selecionados por ela, tem até vídeo do iBioMovies por lá. É uma bela seleção dos mais variados temas, desde ecologia até transmissão nervosa e movimentos pela membrana. Para aqueles que, assim como eu, adoram uma bela animação. Já uso, e continuarei utilizando, os vídeos indicados por ela nas minhas aulas. Se você conhece outro vídeo bom do tipo conte para mim, por favor.
Teoria da Panspermia
Não que eu acredite que a vida na Terra veio de outro lugar no espaço, nem que eu acredite que as moléculas orgânicas necessárias para o surgimento da vida vieram do espaço. Sou um acreditador da teoria da geração abiótica da vida, aquela que diz que as moléculas orgânicas se formaram aqui mesmo na Terra, naquelas condições extremas de alguns bilhões de anos atrás. Mas já que existe gente discutindo panspermia (o que não discute origem da vida propriamente dita, só desloca o problema para outro lugar do espaço) resolvi postar aqui o melhor blog que vi sobre o tema, pelo menos ele é bastante informativo e não coloca religião no meio, pelo menos não nos textos que li, se você encontrar alguma referência que claramento liga tudo com religião, me conte, por favor. Apesar dos pesares, tem gente fazendo pesquisa séria sobre o tema e tentando obter respostas claras. Por exemplo, parece que a ideia de que a vida teria chegado na Terra numa chuva de poeira cósmica não é das mais fortes, vide esse experimento. Não sou contra a busca de evidências, sou totalmente a favor, se você tem uma ideia, por mais doida que ela possa parecer, faça valer seu cérebro e busque evidências cabíveis, e faça um esforço sobre-humano para analisar seus dados sem o desejo incontrolável de enocontrar neles o que você deseja, e se tornar cego para os fatos.
A incrível sociedade dos microrganismos
Atualmente estou imergindo cada vez mais na biologia sintética, e nada mais legal do que saber que as bactérias e seus amiguinhos microscópicos sempre podem nos surpreender. Dessa vez foi saber sobre "quorum sensing". Não sabe do que se trata? então leia o post. Já vou avisando que não é para qualquer um, é necessário que você saiba um poquinho sobre bioquímica. Mas não se desanime, quem sabe esse texto não é o estopim para você começar a gostar. Então leia de qualquer jeito.
Muito bem, caro leitor. Voltei. De uma sombria preguiça, sim eu também tenho, de escrever. É a única justificativa decente que tenho, falar que não tive tempo seria uma grande mentira. Um pouquinho de tempo sempre sobra, e a gente tem que combater a procrastinação com unhas e dentes, assim nos orgulhamos da nossa produção. "Você só será vencedor se lutar", frase feita com todo o sentido do mundo.
Então pretendo hoje começar uma série de posts semanais, nos quais eu compilarei o que vi durante a semana. Espero me manter firme.
Entendendo a evolução
Nesse ano comecei a trabalhar com Evolução já no começo do ano. E fui buscar informações novamente, pra fortalecer a minha memória. Parece brincadeira, mas tem assuntos que eu vejo todo santo ano e que me fogem, justamente na hora em que preciso. O material na internet sobre evolução é vastíssimo, praticamente todas as universidade tem programas de ensino de evolução, então basta uma pequena procurada para encontrar. Desse eu gostei bastante, pois ele é bem simples, mas diz muito, está em português e hospedado na USP. Destaque para as áreas: "equívocos" e "potenciais armadilhas". Prático pra os professores que ainda tem dúvida em que termos usar quando se deparar com as prováveis perguntas dos alunos.
Pensadores da Educação
Infográfico com um pouco de informação sobre alguns dos principais filósofos da educação. Grande maneira de você comparar rapidamente alguns ideais. Não entendi direito se a posição deles na árvore segue algum tipo de lógica, aparentemente não. Se você descobrir me conte, por favor.
Vida entre grãos
Cheio de imagens de animais da meiofauna, aquela que, de tão pequenininha, vice entre os grãos de areia. Elas estão agrupadas em vários filos animais que não estudamos no ensino médio. O vídeo está completo o suficiente para se ter uma mínima ideia do que existe nesse vasto mundo, que nem é tão microscópico assim
Reino da Plantas
E esse acho que é a cereja do bolo. Um documentário feito inteiramente no Jardim Botânico Real, em Kew, na Inglaterra. Com imagens em HD fantásticas e histórias incríveis, como deveriam ser todos os documentários. São três episódios, assista todos. É agora de 2012 e tem que ser muito valorizado, não é fácil achar documentários tão bons quanto esse sobre plantas.
É isso, essa foi a primeira das compilações, quanto mais você comentar, curtir, compartilhar, mais vontade eu tenho de continuar a escrever. Vou escrever mesmo se você não fizer nada disso, mas essa história de ser notado faz bem, é um baita de um motor para querer fazer sempre melhor. Abraço
Você sabe o que é bioluminescência? Segundo o dicionário Houaiss, é a emissão de luz por organismos, resultante de uma reação química. Tal fenômeno ocorre com diversos tipos de organismos, como fungos, bactérias, algas, cnidários, anelídeos, moluscos, artrópodes e peixes, sendo predominante no ambiente marinho, mas com ocorrência no ambiente terrestre. Tem como função a comunicação, defesa, reprodução e atração entre os indivíduos. As reações químicas que acontecem são exotérmicas, ou seja, liberam calor, sendo que a energia das ligações químicas de compostos orgânicos é convertida em luz visível. Moléculas chamadas luciferinas oxidam, e então, sofrem decaimento, liberando luz, com as reações catalisadas pela enzima luciferase.
Nessa máteria acima da BBC, conseguiram filmar o fenômeno da bioluminescência com um fungo, chamado "Fogo de Chimpanzé" nas floresta da República do Congo, que não era conhecido pela comunidade científica. Vale a pena conferir, as imagens são espetaculares! Aqui, você pode encontrar o vídeo da matéria em português.
Pannelus stipicus - um dos fungos que realizam a bioluminescência
Que tal começar 2013 com uma corrida? Cientistas dizem que a corrida moldou a inteligência humana, sendo que hoje somos inteligentes porque nossos ancestrais corriam longas distâncias de forma mais eficiente que outros mamíferos. Os indivíduos passaram a se tornar mais resistentes e, a partir da seleção natural, foram aperfeiçoando seu corpo, inclusive o cérebro, pois tornou-se necessário pensar, como em uma caçada. Estudos feitos com ratos apontam que gerações descendentes de ratos "corredores" possuíam taxas mais elevadas da proteína BDNF ou fator neurotrófico derivado do cérebro, a qual impulsiona o crescimento do cérebro. Aqui, você pode encontrar o texto original do The New York Times traduzido para o português. E aí, já fez sua corrida de hoje? Compatilhe! Comente!
Pesquisas científicas atuais vêm enfatizando a influência psíquica como gatilho da síndrome de overtraining (excesso de treino). Essa síndrome tem sido associada à fadiga persistente, distúrbios do sono, alteração do estado de humor e da frequência cardíaca e depleção dos estoques de glicogênio muscular. Essas são algumas formas de limitarmos ganhos de massa, melhoras de performance atlética e outros fatores ligados à rendimento sejam eles físicos ou não. O hormônio responsável por esse deficit mental e físico é o cortisol, que quando liberado na corrente sanguínea quando o corpo entra em fadiga extrema, seja ela pontual ou duradoura, faz o corpo trabalhar em fase catabólica (perda).
Estímulos como estresse, má alimentação e cargas excessivas de treino estimulam a liberação do cortisol pelo córtex adrenal através de da glândula pituitária anterior. Na célula, este hormônio vai se ligar a seu receptor e vai afetar negativamente o RNA mensageiro ocasionando um aumento na degradação proteica ( perda de massa magra, músculo), impedindo assim qualquer tipo de ganho ou melhora hipertrófica, simplesmente sua evolução muscular para performance atlética fica estagnada.
O RNA mensageiro carrega informações do DNA para o ribossomo, local onde ocorre a síntese proteica. É o verdadeiro molde da síntese proteica estando, dessa forma, diretamente envolvido no processo de hipertrofia muscular .
Esses sintomas assemelham-se, em grande parte, àqueles causados por alterações da concentração de serotonina (responsável pelo controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do humor, do sono, do apetite, da regulação da dor e da fadiga) no sistema nervoso central.
Portanto, o estresse psicológico promove uma alteração do balanço hormonal, diretamente associado ao overtraining. Essa alteração ocasiona a elevada liberação de citocinas pró-inflamatórias, responsáveis pelo aumento da concentração sérica de cortisol (considerado o hormônio do estresse) observada em atletas com overtraining.
O cortisol atua diretamente no sistema imune, prejudicando sua atuação. Algumas assessorias esportivas e técnicos já vêm oferecendo aos seus atletas esse suporte psíquico, essencial à prática esportiva e à vida.
Que saudade de escrever, feliz com minha volta ao pé da vida, agora voltamos com tudo!
Eis que não vos darei o desprazer de justificar minha ausência nos últimos dias, mas digamos que isto seja apenas uma elipse do resultado do que suspeitam alguns de meus entes. Mas, como prévia, vos digo: o que fiz surtiu e está surtindo resultados muitos, e repito, MUITOS satisfatórios.
E assim como a cafeína assume o lugar da adenosina nas fendas neuro-sinápticas, esse banho de endorfinas que meu cérebro tem tomado por causa desses resultados me colocou em um grau de agitação indescritível, e a única forma de canalizar essa entropia mental maluca, para mim, é escrevendo no Ao Pé da Vida.
Portanto, estou de volta. Enjoy.
Falarei hoje de música. Na verdade, tentarei casar a concepção artística da música que temos com a concepção neuro-fisiológica.
Hoje, a concepção artística da música é predominantemente difundida. A matéria "Música" não está nos currículos do ensino fundamental pelo fato de ser um instrumento de aprendizado científico, mas sim pelo fato de que ela é fundamental para o entendimento da cultura e da arte, não só nacionais, como internacionais também, ainda mais com o recente processo de globalização que o mundo tem sofrido.
Mas, ao meu ver, essa concepção artística leva o estudante do ensino fundamental a acreditar que a música é algo estritamente humano, fruto de um processo cultural que abrange toda a sociedade na qual ele está incluso. Exemplo? "Brasil, terra do samba e do futebol".
Embora essa seja a concepção mais difundida, se nós analisarmos a questão com um olhar evolutivo, chegaremos a conclusão de que a música é uma ferramenta de linguagem, ou seja, uma língua. O uso desta língua nos mostra, por exemplo, o poder da musicalidade no ciclo de vida das aves, principalmente nos períodos de acasalamento. Uma ave macho com um canto mais robusto e sofisticado (dependendo da espécie) é selecionado pelas fêmeas como o bom pool gênico para suas proles.
Aí vem o leitor com uma pós-graduação em cladística e diz: "Mas Gustavo, as aves não têm nada a ver com os humanos, sem ser pelo fato de partilharem um ancestral comum. Elas se diferenciaram dos répteis um tempo depois dos répteis terem se diferenciado da 'linha evolutiva' que daria origem a nós."
Baleias e golfinhos são mamíferos, ou seja, muito próximo de nós (pois partilhamos a mesma classe) e comunicam-se através de sons, o que atrai e intriga muitos pesquisadores das áreas das ciências biológicas, humanas e exatas.
Portanto, a música, ao longo da evolução dos hominídeos, foi perdendo espaço para o desenvolvimento da língua falada, mas não se extinguiu. Manteve-se firme ao ponto de hoje ainda conseguirmos passar para ouvintes certas sensações através da música, as quais as palavras não dariam conta de provocar.
É extremamente intrigante (e eu tenho um leve fetiche com coisas intrigantes) o fato de que nossos corpos consigam absorver vibrações do meio, de diversas frequências, e interpretá-las em nossos lóbulos temporais sensações que despertam outras sensações, como gosto, cheiro e imagem.
Quem nunca lembrou daquela viagem, ou daquele dia, ou de alguém, quando escutou uma música?
E então eu digo: atribuir uma forma de linguagem que a própria evolução das espécies desenvolveu, muito antes da própria língua falada, a aspectos estritamente culturais e antropológicos é errado. Os jovens devem aprender a música de uma forma muito mais científica do que "humanizada". Como fazer isso? Eu não sei, mas julgo ser o correto a fazer.
A música é uma ciência. Biologicamente ligada a hormônios, psicologicamente ligada a laços.
Resgatemos então algo bom da Idade Média, período que tantos julgam ter sido de estagnação científica (apesar da ciência ter evoluído na Idade Média, antes que algum radical venha comentar, essa evolução foi exacerbadamente reprimida pela Igreja). Nesta época, a música era tratada em igualdade à geometria, astronomia e aritmética, como uma forma de entender a natureza.
Eu, desde cedo, aprendi a tocar guitarra. Hoje, não deixei de tocar guitarra, e ainda expandi esse meu amor por instrumentos de corda aprendendo a tocar diversos outros instrumentos. Até cavaquinho eu tentei, mas esse não deu, minha mão é muito grande (apesar que tem uns caras que com 380kg conseguem tocar muito bem, então acho que isso não é uma desculpa).
Então, como bônus, estão aqui três vídeos, de três músicas que eu aprecio demais.
I) Música: Breaking All Illusions
Banda: Dream Theater
Álbum: Dramatic Turn of Events, 2012 Motivo: complexidade do ritmo, polirritmia, quebra de ritmo, genialidade da composição e extremo domínio de cada instrumento por parte de cada integrante do conjunto. PS: minha banda preferida.
II) Música: Struggle for Pleasure
Autor: Wim Mertens
Motivo: Nunca aprendi a tocar piano, mas ano que vem eu começo. Eu adoro músicas clássicas, e este minimalista conseguiu passar para mim uma sensação de como a vida é: começa calma e sem preocupações; assume uma ritmo acelerado, nos trazendo escolhas e exigindo maturidade; acaba de repente. PS: Não dá pra morrer sem ouvi-la.
III) Música: Aces High
Banda: Iron Maiden
Motivo: Uma música baseada na força aérea britânica durante a Segunda Guerra Mundial. A música conta com um refrão que explica genial e objetivamente a vida de um piloto durante a guerra: "Viver para Voar, Voar para viver". PS: arrepiante.
O Illacme plenipes é um diplópode raro, endêmico da região do condado de San Benito no estado da Califórnia, foi visto pela primeira vez em 1928 pelos cientistas Cook e Loomis do Departamento de Agricultura dos EUA, sendo o animal com mais pernas do mundo. Redescoberto em 2005 pelo pesquisador Paul Marek da Universidade do Arizona, o animal, que tem apenas 3 centímetros de comprimento, apresenta diferenças no número de pernas entre machos, que possuem o máximo de 562 pernas, enquanto as fêmeas possuem o maior número. Abaixo, você encontra um vídeo da BBC Brasil.
O pesquisador norte-americanos publicou com colegas um estudo sobre o Illacme plenipes em que detalha cientificamente este estranho animal. O estudo pode ser encontrado aqui. Sem olhos, a espécie vive em ambientes subterrâneos, entre 10 e 15 centímetros abaixo do solo e tem seu corpo recoberto de pelos e de uma substância viscosa. Mais informações podem ser encontradas aqui, aqui e aqui.
Será que os multivitamínicos trazem algum benefício para a nossa saúde? Um último estudo realizado por pesquisadores de Boston, EUA, traz uma relevante informação, principalmente para os norte - americanos, já que 1 em cada 3 utiliza compostos de vitaminas e sais minerais constantemente. A pesquisa, que contou com a participação de 14.641 homens, médicos maiores de 50 anos, entre os anos de 1997 e 2011, revelou que o número de casos de câncer diminuiu 8% para aqueles que usaram algum multivitamínico diariamente, se comparado ao grupo placebo.
E aqueles que já tiveram algum tipo de câncer foram os mais beneficiados. O estudo liberado no The Journal of the American Medical Association (JAMA), notou também que os multivitamínicos não tiveram nenhum efeito nos casos de câncer de próstata, que é aquele que mais atinge a população masculina dentre todos os tipos de câncer.
Entretanto, outros estudos anteriores sugerem efeitos negativos da ingestão dos multivitamínicos. Um estudo de 2010, com 10 anos de duração, divulgado no American Journal of Clinical Nutrition, com 35.000 mulheres na Suécia, com idade entre 49 e 83 anos, revelou que números de casos de câncer de mama foi 19% maior nas mulheres que ingeriram os multivitamínicos. Outro estudo, do Archives of Internal Medicine, do ano passado, com 38.000 mulheres, sugeriu um aumento de 2,4% no risco de morte, durante um período de 19 anos para as mulheres que tomaram diariamente multivitamínicos.
Enfim, a ingestão ou não de multivitamínicos ainda é um assunto polêmico. Eu considero que antes de tomar qualquer um desses compostos disponíveis no mercado, um médico deve ser consultado para avaliar se há a necessidade ou não de suplementar a alimentação com vitaminas sintéticas, pois, não se tem todos os benefícios ou malefícios dos multivitamínicos disponíveis.
Post curto mas super importante
Saiu mais um vídeo lá no iBioMovies, no Youtube
Esse é sobre a erva-de-passarinho, assunto esse que já tratei aqui no Aopedavida.
Visite, mas nada de trocar o Aopedavida, a ideia é que você fique fã dos dois
Pois é, o tempo passa e nosso cérebro não para
de nos atormentar: produza, produza! E, como somos sensatos, obedecemos
e botamos ele pra funcionar. Hoje eu, Caio Toledo, Cybelle Feijó e
Dilermando Santos, todos biólogos, lançamos um projeto na rede, o
iBioMovies, uma série de vídeos que trazem imagens, informações sobre vida, ciência e tudo que nos cerca. A ideia fundamental é criar
um canal de qualidade para nos comunicarmos com a maior parte de amantes
do conhecimento possível. Toda semana lançaremos um vídeo novo, sobre
um assunto diferente. Nós estamos nos divertindo e esperamos que você
também faça o mesmo. Para que nos mantenhamos sempre animados sua ajuda é
essencial, se você gostar do vídeo e do projeto curta-o no youtube,
inscreva-se no canal iBioMovies, compartilhe com seus colegas no
Facebook e curta nossa fanpage, faça comentários, visite nosso blog.
Todos eles já estão cadastrados, é só procurar. Todas as sugestões são
muito bem-vindas, nós queremos é que você ajude nosso projeto a crescer e
ficar cada vez melhor.
O vídeo de estreia é sobre as Lagostas,
esses grandes artrópodes, parentes próximos das aranhas e taturanas, que
adotam uma cor vermelha linda depois de cozidos. Aproveite
O negócio é mesmo diversificar, eu continuarei aqui no Aopedavida, esse é meu xodó, e de várias outras pessoas também. Quanto mais eu expando meu conhecimento mais feliz eu me sinto. Isso não é ótimo?
Durante o exercício intenso o desenvolvimento da "queimadura" no músculo, referida como a acidose, tem sido tradicionalmente explicada como um aumento na produção pelo corpo de ácido lático. Este "ácido lático" causa a acidose, referido como "acidose lática". A causa da acidose durante o exercício intenso tem sido um tema importante de discussão e debate com profissionais qualificados das áreas de saúde e rendimento esportivo.
Muito se fala sobre vias metabólicas para produção de energia, (SISTEMA ATP-CP, SISTEMA GLICOLÍTICO E SISTEMA AERÓBIO) todos eles atuam em determinado estágio de um exercício físico, seja ele intenso ou moderado.
Dentro das atividades físicas de intensidade alta e curta duração (45 - 90 segundos), temos a produção de LACTATO no sangue pelo sistema glicolítico, anteriormente sob nomenclatura de ÁCIDO LÁTICO.
Por que (o VILÃO) antes chamado de ÁCIDO LÁTICO é denominado agora (o MOCINHO) LACTATO?
Estudos comprovam que o ácido lático que era produzido seria o causador da fadiga muscular tardia ou não, ou seja, era feito um exercício intenso, colhia-se o sangue do indivíduo testado e chegava-se à conclusão que o ácido lático era indicador do desgaste e limitador de trabalho muscular, hoje através de muito estudo sabemos que é exatamente o contrário, o lactato é produzido, absorvido e reutilizado como substrato energético. Para maiores esclarecimentos veja aqui.
Tendo como base esse estudo de Len Kravitz para o American Journal of Physiology, durante as demandas de exercícios de alta intensidade, a célula está utilizando uma grande quantidade de glicose (através da glicólise) e glicogênio muscular (forma armazenada de glicose). O processo final de degradação da glicose resulta na produção de duas moléculas de piruvato. As moléculas de piruvato começam a acumular-se na célula, bem como os prótons (a partir da divisão de ATP), a partir do exercício intenso. A fim de neutralizar a acumulação crescente de piruvato e de prótons (a partir da divisão de ATP), cada molécula de piruvato absorve dois prótons para a sua estrutura, fazendo a conversão de lactato.Assim, a produção de lactato é efetivamente uma consequência da acidose celular e não a causa da acidose. Pra resumir, a produção de lactato, na verdade, retarda a acidose.O lactato é um "neutralizador" temporário ou "tampão" para o acumulo de células elevado de prótons durante exercícios de alta intensidade. Como o aumento na produção de lactato coincide com acidose, medição do lactato é um excelente marcador "indireto" para a condição metabólica da célula. Produção de lactato é, portanto, bom e não ruim para contrair músculo. Lactato não é uma molécula ruim, e foi dado uma má reputação de ser falsamente a causa da acidose.
Como pode ser visto na notícia acima, do Jornal The Guardian, a ameba Naegleria fowleri, da superclasse dos rizópodas, matou 10 pessoas no Paquistão conforme a autoridade da Organização Mundial da Saúde no país.
Esse parasita causa uma doença chamada Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP ou PAM), que mata rapidamente o indivíduo que contraiu a ameba. A contaminação acontece em ambientes de água quente, como lagoas e represas, por exemplo, sendo que as amebas penetram no humano por via nasal, atingindo assim, o cérebro. Mais informações sobre a Naegleria fowleri podem ser encontradas aqui (site do CDC, centro do governo dos EUA sobre doenças) e aqui (um artigo de um pesquisador da Universidade de Stanford)
Foto de microscópio da ameba - CDC
Pesquisadores do Instituto de Física da USP de São Carlos desenvolvem uma pesquisa com uma variante da ameba, menos arriscada para o manuseio, com enfoque para o entendimento de um determinado aminoácido nas proteínas da ameba. Informações aqui.
Achei um vídeo legal sobre essa ameba no site do Animal Planet, você pode acessá-lo aqui (texto aqui).
Pesquisadores da Nova Zelândia conseguiram modificar geneticamente vacas para que elas produzissem leite hipoalergênico. Especificamente, os cientistas conseguiram inibir em 96% a produção da proteína beta-lactoglobulina, presente no leite dos animais placentários (exceto no leite humano e no leite das camelas) que causa alergia a várias crianças, principalmente. No entanto, os níveis de outras proteínas não foram diminuídos, mantendo o alto valor proteico do leite.
Estrutura da beta-lactoglobulina (Wikipedia)
Os pesquisadores da AgResearch e da UniversidadeWaikato and Agresearch of Hamiltonconseguiram utilizar fragmentos de RNA para silenciar os genes responsáveis pela produção da proteínas alergênica, numa técnica inovadora, chamada de "RNA interference" (RNAi).